segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Tubarões sofrem maior risco de extinção, diz estudo

s áreas mais profundas do oceano, com mais de 2 mil metros, são praticamente livres de tubarões, uma má notícia para as espécies ameaçadas de extinção, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira. O estudo foi realizado por uma equipe internacional de pesquisadores, que utilizou traineiras que alcançam áreas profundas abastecidas com iscas e câmeras para estudar o hábitat dos tubarões e fazer testes nas áreas mais profundas (de 471 a 5,9 mil metros) dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, e também no Mar Mediterrâneo.
Os tubarões são normalmente vistos ou pegos até 2 mil metros, com um número insignificante de espécies além desta profundidade. As espécies que vivem em maior profundidade são chamadas de tubarões-lixa e foram encontradas a 3.280 metros. Isto significa que não há tubarões vivendo nos abismos - áreas mais profundas, raramente exploradas, com mais de 3 mil metros, que representam 70% do volume do oceano.
Como resultado, quase todos os tubarões estão ao alcance das traineiras de pesca modernas, que conseguem lançar suas redes a profundidades de mais de 2,3 mil metros.
"Os tubarões estão aparentemente confinados a 30% da área total do oceano e a distribuição de muitas espécies é fragmentada em toda a superfície e margens oceânicas", diz o estudo, publicado no jornal britânico Proceedings of the Royal Society B. "Toda a população (de tubarões) está conseqüentemente ao alcance da pesca humana, e não há uma reserva escondida de biomassa ou biodiversidade de condrictes (classe de peixes que engloba tubarões e raias) nas áreas mais profundas. Tubarões podem ser mais vulneráveis à pesca indiscriminada do que se pensava", alerta.

Das 490 espécies de tubarões, 25 estão em perigo ou extintos de acordo com a "lista vermelha" de biodiversidades ameaçadas feita pela União de Conservação Mundial (IUCN). Esse número está aumentando, segundo dados divulgados por um grupo de especialistas em tubarões da IUCN divulgados na última segunda-feira pela agência, com sede na Suíça. Muitas espécies de tubarões crescem muito lentamente, o que significa que um aumento nesses números pode ameaçar sua sobrevivência.
Algumas espécies de tubarões estão sendo devastadas pela pesca comercial, pegos acidentalmente por traineiras em busca de peixes mais lucrativos, mas tornando-se também alvos por suas barbatanas, utilizadas na culinária chinesa para sopas, e seu fígado, rico em óleo. Algumas espécies de condrictes se adaptaram às temperaturas extremas e pouca luminosidade das áreas mais profundas do oceano. O estudo foi liderado por Imants Priede, da Universidade escocesa de Aberdeen




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