Pesquisa observou que riscos do problema aumentam em mais de 30% em relação a dias com qualidade boa do ar
A poluição do ar, mesmo em níveis considerados seguros pelos órgãos ambientais, pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral (AVC) em até 34%, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira no periódico Archives of Internal Medicine. O estudo, feito por pesquisadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston, nos Estados Unidos, indicou que os problemas de saúde estão especialmente ligados aos poluentes emitidos por carros e caminhões.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram mais de 1.700 pacientes que haviam procurado algum hospital de Boston logo após terem sofrido um derrame cerebral entre os anos de 1999 e 2008. Eles cruzaram informações sobre quando os primeiros sintomas de AVC foram sentidos pelos pacientes e as medições da qualidade do ar naquele momento e naquele lugar.
Resultados- Os pesquisadores concluíram que o risco de derrame era 34% maior em pessoas que haviam sido expostas a poluentes quando a qualidade do ar era considerada regular em comparação com a exposição em dias em que a qualidade era boa. As maiores chances de AVC foram registradas em um período entre 12 e 14 horas após o contato com a poluição.
Classificação - No Brasil, de acordo com a página da internet da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a qualidade do ar 'regular' é definida com índice de 51 a 100, que é semelhante ao aplicado nos Estados Unidos e nessa pesquisa. A CETESB indica que qualidade regular significa que "pessoas de grupos sensíveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas, podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço. A população, em geral, não é afetada".